domingo, 4 de abril de 2010

Inspiração

Paulinha, há dias atrás acordaste-me desta dormência em que tenho andado, uma falta de inspiração que tenho tido. Para escrever, para fotografar preciso de sentir vontade de... não tenho tido. Não que a vida me corra mal, que ande com problemas ou chateada. Simplesmente não ando inspirada. Boa Páscoa!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Todos deixam algo para recordar

Às vezes nas minhas leituras dou com frases e textos que dizem exactamente coisas que sinto e que muitas vezes não sei explicar. Hoje deparei-me com um pequeno texto de Charlie Chaplin, que diz o que penso, alguns aparecem nas nossas vidas (e nós nas dele) e depois desaparecem (outros ficam para sempre), mas mesmo que nunca mais nos encontremos, essas pessoas deixam sempre uma marca, uma recordação, um ensinamento:

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."

Charles Chaplin

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O silêncio

Gosto quando te calas

Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longínquo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou alegre, alegre de que não seja verdade.

Pablo Neruda

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ó Sol!!!

Nunca até este ano tinha sentido tanto a falta do sol. Choveu, choveu, choveu, já ninguém podia ver tanta água a cair do céu. Sol onde andaste este tempo todo ? Ficaste assim tão tímido ao ponto de desapareceres e mesmo quando davas o ar da tua graça, era um sorriso amarelo ?! Não voltes a deixar-me que eu já me sinto cinzenta como as nuvens, quero-te sempre ao meu lado. Volta sol que estás perdoado! Perdoo-te os escaldões todos que me causaste nos Verões da minha vida. Perdoo-te o calor abrasador que quase nos faz derreter. Adoro-te sol!!!

domingo, 3 de janeiro de 2010

O balanço

Todos os anos no último dia do ano, ou até mesmo no dia de ano novo, dou comigo a fazer um balanço mental do que foi o ano que terminou e mais uma vez chego à conclusão que tirando alguns problemas que todos vamos tendo numa ou noutra altura, os anos sucedem-se na maioria com um balanço positivo. Obrigada vida!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ser maluquinho é o que está a dar...

Li no jornal que alguém, há uns anos, tinha deitado ácido sulfúrico para cima do namorado, provocando-lhe a morte e que não vai sofrer nenhuma consequência (prisão ou o que quer que seja de mais pesado), porque foi considerada "maluquinha", tendo apenas que ir a consultas psiquiatricas, mas vivendo uma vida normal cá fora. E veio-me à memória outros que agrediram, roubaram e tiveram o mesmo final... ficaram em liberdade porque foram também considerados "maluquinhos". E chego à conclusão que neste país o que está a dar é fazer muita palermice, muita asneira, de preferência entortando os olhos, fazendo nhã nhã nhã ao Juiz, deitar-lhe a língua de fora e dizer que "nem sei como me chamo" para ser considerado muito "maluquinho", ficar em liberdade, estragar a vida de outros e ainda (se calhar) ter as consultas de psiquiatria e psicologia pagas pelo Estado...

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Uma nostalgia boa

Sempre por esta altura, quando as lojas começam a colocar as decorações de Natal sinto uma nostalgia dos Natais passados, que de ano para ano vou concluindo que tive sempre um Natal Feliz, desde que me lembro de mim. E mesmo depois de terem começado a desaparecer aqueles familiares directos, de quem tantas saudades tenho, nunca tive um mau Natal. Adoro as decorações, as luzes, o brilho nos olhos das crianças, a mesa do Natal, o bacalhau, os sonhos, as filhozes, o Pai Natal, mesmo sendo imaginário, até aqueles filmes tradicionais de Natal, que já vimos algumas 54 vezes (no mínimo), tudo faz parte, e chego (sempre) à mesma conclusão: eu adoro a época do Natal!